Cinco coisas que vejo do lado de fora da janela

outubro 29, 2015


Estava uma bela tarde de domingo. O sol brilhava lá fora, aquecendo as ruas. Refugiei-me no meu canto habitual, pronta para produzir o conteúdo de uma semana de blog. Estava sem inspiração, decidi abrir a janela e deixar o sol entrar e aclarar-me as ideias. Fiquei 5 minutos a contemplar aquela vista.

Lá fora avistava-se a montanha, com o seu tom de verde tão familiar. Ao longe, os carros passavam, minúsculos na estrada que subia o monte, segundos mais tarde, eram devorados pelo seu tom de verde. O sol fugia, de vez em quando, por entre as nuvens, deixando-a menos sorridente, mais triste e sombria.

As casas vizinhas apoiavam-se no vale, adormecidas, soalheiras, tão preguiçosas quanto eu. Não havia ninguém na rua, é uma aldeia bem pacata. Ao fundo a torre da igreja dava as horas aos habitantes dorminhocos. 9h. 9 badaladas. Tong-tong-tong…

Do lado direito, uma árvore gigante cobria metade da vista. Escondia nas suas sombras o resto das casas, aquelas que ainda dormiam, ou que já estavam desocupadas, solitárias.


Próximo de mim, num fio de electricidade, um pássaro cantava. Terminei de beber o meu café e decidi que era hora de recomeçar o trabalho. Sentei-me na mesa e abri o computador. Comecei o meu dia com os raios de sol a entrarem pela casa e o canto do pássaro a alegrar o meu dia.


Este texto faz parte do projeto 642 coisas sobre as quais escrever


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